quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Governo Casagrande recua e recebe os estudantes do MCA amanhã!

* Tadeu Guerzet - Coordenação Nacional do MTL

O MCA - Movimento Contra os Aumentos - foi criado no início de 2011 em meio as manifestações que sacudiram Vitória e demonstraram toda a insatisfação do povo contra o sistema transcol, as concessões, a corrupção da GV-Bus e Ceturb, o pedágio da Rodosol e terceira ponte.

Depois de meses de negociações, enfrentando a arrogância de um governador que não aceitava receber estudantes, povo, pessoas que não doam dinheiro para sua campanha, o MCA conseguiu ser recebido! Sabemos que é na base da pressão que as coisas acontecem e, finalmente, amanhã às 18h no Palácio Anchieta, 8 representantes do grupo eleitos em assembléia que aconteceu no DCE da UFES ainda em Junho, serão recebidos para fecharem o acordo para melhorias no sistema de transporte.

É importante destacar que a maioria das reivindicações, que propunham melhorias concretas no sistema, não foram aceitas pelo governo, que prefere manter os privilégios dos empresários do transporte. É importante destacar também a centralidade que a conferência estadual de transporte público acaba tendo para o movimento. Consideramos foro privilegiado para debatermos e, assim, alterarmos as estruturas de funcionamento, melhorando as condições de transporte e a mobilidade urbana na cidade.

O MTL participa do MCA e das manifestações desde a primeira, ainda em Dezembro de 2009.

Comemoramos mais essa vitória do povo! E acreditamos que é de vitórias em vitórias, de lutas em lutas, que avançaremos nas nossas conquistas! Acreditamos que são com as vitórias, não importando o tamanho delas, que re-educaremos um povo que foi alienado por décadas de controle ideológico.

Dia de paralização dos professores!

Ontem inúmeros professores cruzaram os braços, paralizando as aulas em defesa de maiores investimentos para a educação!
A luta do SINDIUPES pela educação e valorização da categoria, já dura anos. Até hoje, nenhum governo aceitou cumprir as reivindicações do povo para resolver de vez os problemas. A maior parte do dinheiro público vai para pagamento de dívidas, corrupção e, nesses próximos anos, copa do mundo. Enquanto isso, a educação e a saúde continuam precárias.

Ontem aconteceu um ATO público na praça Costa Pereira, no Centro de Vitória-ES, que reuniu professores de diferentes municípios durante toda a manhã e a tarde.

Representantes da CSP-Conlutas ligados à base do SINDIUPES estiveramn presentes, fizeram falas e colaboraram com a mobilização!

Existe uma articulação para fundar a CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular - Conlutas) ainda este mês no estado do ES!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Famílias desalojadas da Barra do Riacho que se encontravam na quarda da escola, são retiradas de lá pela prefeitura de Ademar Devens

*Coordenação do MTL da Barra do Riacho

Foi entregue hoje por moradores desalojados do Nova Esperança, vídeos e fotos, de ação criminosa por parte de funcionários da Prefeitura Municipal de Aracruz ato de inteira crueldade e falta de amor pelo próximo. Funcionários entraram na quadra e começaram a quebrar as barracas de sem teto alegando que não havia mais moradores no local e que tudo não passa de uma farsa por parte dos moradores, não se contendo com a monstruosidade começaram a rasgar as lonas de contenção de vento e frente fria que cercava as laterais da quadra. Moradores quando começaram a chegar de seu empregos levaram um  grande susto  com que restou de sua barracas que serveia como moradia. Um funcionário da prefeitura tirava foto das barracas vazias pra justificar a atrocidade alegando que não há moradores na quadra, mostrando que administração da prefeitura é desatenta e incompetente ao ponto, de não ser capaz, de saber que havia moradores trabalhando ou até mesmo em outras atividades. Como não bastasse a barbaria do dia 18 de maio de 2011, a onde  covardemente moradores foram jogados na rua da amargura sem ter pra onde ir  tendo que se refugiar  na quadra de esporte de Barra do Riacho, pelo visto, estão perto de irem pra rua logo, logo sem a prefeitura ter pago até a data de hoje nenhum  aluguel. Nesta  ultima segunda, o Procurador da Prefeitura  Wagner Carmo, o mesmo disse na A  gazeta e Noticia Agora, que era de inteira responsabilidade das famílias terem ido para as casas de aluguel sem ter sido assinado os contratos das mesmas porem nesta mesma ação covarde da prefeitura o Sr° Davi Gomes Secretário de Habitação indagado pelos moradores, que ele prometeu a todos na  presença dos representantes da Defensoria Pública, que todos, do  bairro Nova Esperança poderiam procurar casas que a prefeitura iria pagar o referido, promessas essas  feitas nas  primeiras negociações feitas nas ultimas semanas do mês de maio, o secretário afirmou que o dito será comprido e de forma retroativa a 1° de junho e que serão construídas 400 unidades no local apesar do procurar afirmar na mídia que serão 300 unidades, é um desencontro total de representantes da prefeitura de Aracruz. Segundo a Srª Janaina lotada na secretária de habitação não esta nem ai para o que dizem o jornais, “tenho que dar satisfações há quem paga meu salário”, nesse caso seguindo seu raciocínio, a citada tem que melhorar muito seu desempenho justificar seu salário que pagamos a ela e mais, realmente nos dar muitas satisfações  sobre o aluguel social e as construções das casas que até então não se vê nenhuma movimentação na área das futuras casas. Se um simples aluguel social, se tornou um pesadelo. Como confiar em uma administração que tecia antes e após a desocupação das famílias de suas casas que nos próximos dias se daria início as obras das casas já se vão  3 meses e nada de começar a construir o sonho que se transformou em pesadelo,  será que podemos confiar que nos próximos dias irá ter o inicio? Quando irá ser dado o início? O povo precisa ter respostas oficiais e concretas. Agora apouco chegou a resposta, os moradores tiveram que sair da quadra sem exceção, com promessas que se não saíssem por bem sairiam por mau com a força POLICIAL , temendo represarias as famílias desocuparam o local de forma covarde “expulsos”. A prefeitura alega que tem que liberar a quadra porque venceu o prazo do TAC, Termo de Ajuste de Conduta, e a quadra tem que ser limpa. O intrigante que prazo passou a valer só para os moradores menos para a prefeitura já que até nenhuma casa de aluguel foi paga, pra tudo a prefeitura tem uma desculpa, tudo esta resolvido de boca, mas na pratica nada foi resolvido. Poder judiciário do estado do espirito santo, estas casas vão ser somente um factoides. 

Estudantes da EMESCAM na luta com o MTL !


MANIFESTO DOS ESTUDANTES DE SEVIÇO SOCIAL E OUTROS CURSOS – EMESCAM 10/08/2011
Será o inicio do fim??
O que era para ser a nossa missão tornou-se apenas uma frase sem sentido: MISSÃO/EMESCAM - Promover o conhecimento em saúde com inovação, formando profissionais que contribuam para a construção de uma sociedade justa e solidária.
Não precisamos recorrer diretamente às literaturas existentes para falarmos sobre a educação brasileira nos dias atuais. Se fecharmos mais na análise será possível verificar então a realidade capixaba e por fim a nossa lastimável realidade: A EMESCAM. Esta escola que em seus primórdios era apenas uma escola de medicina passou a ser com o tempo Escola de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória e por último parece querer retroceder no tempo, voltando a ser apenas aquela escola de medicina, reconhecida por fama de qualidade, com uma educação boa, porém extremamente cara. Porque isso tudo? Pelo simples fato de que a EMESCAM é apenas mais um reflexo de uma situação imposta pelo capital, a mercantilização da educação como parte de uma política de lucros exorbitantes e de irrestrita indiferença com o próximo.
Sua Mantenedora, a Irmandade da Santa Casa trabalha em uma perspectiva de lucratividade, garantindo, como veremos a seguir, que a Emescam se torne um livre mercado de cursos com renome e agora de péssima qualidade.
No semestre que se inicia (2011/2) nos deparamos com uma mostra do que o capital é capaz de fazer com seus súditos. Aqueles trabalhadores que não possuem condições de pagar uma educação de qualidade e precisam depender de bolsas filantrópicas para, quem sabe um dia, portar o tão sonhado pergaminho – o Diploma de Graduação. O que aconteceu em 2011/2? Simplesmente a EMESCAM não deu continuidade às turmas que iniciariam seus estudos no 2º semestre de 2011!
Ficamos todos (alunos e também corpo docente) perplexos com a situação instaurada. A pergunta é: Como pode uma escola tão bem conceituada, tão forte, simplesmente não formar novas turmas para o curso de Serviço Social, Farmácia, Fisioterapia, Enfermagem? Como uma faculdade tão bem administrada, não conseguir formar novas turmas para seus cursos? Com toda sua tradição, todo o seu reconhecimento em potencial e seus status de melhor escola na área da saúde, de uma hora para outra tomar uma decisão de não dar continuidade às turmas. Será o discurso do menor custo benefício?
Será que estamos todos fazendo uma pergunta sem enxergarmos a resposta que esta bem na nossa frente? E a verdade é: Simplesmente não é mais interessante para a EMESCAM/IRMANDADE ministrar estes cursos!
O que vemos então é que os valores da Emescam se perderam no tempo, não se percebe mais a Ética e seriedade em todas relações; Satisfação dos alunos, professores e funcionários; Desenvolvimento com Sustentabilidade econômica e financeira; Compromisso social. Portanto, identificamos que estes poucos valores aqui citados deixaram de ser a marca da instituição, quando identificamos um número gritante de professores tendo seus contratos encerrados. Segundo informações precisas, fornecidas pelo vice-diretor desta mesma escola em reunião com alunos do curso de Serviço Social, a quantidade de professores demitidos foi de exatamente 37 ao longo dos 12 meses que antecedem a esta manifestação, 06 com pedido de demissão. Os números também são grandes se tratando de demissões de funcionários, são 12 ao total. Em sua fala, o vice-diretor afirmou que o trabalho que era feito por estes inúmeros professores e funcionários, agora está sendo efetuado pelos que ficaram na casa, o que significa um enxugamento do quadro de docentes e um acumulo de trabalho aos que ainda possuem vínculos empregatícios.
Em contrapartida, no primeiro semestre de 2011 muitos acadêmicos de Serviço Social vivenciaram a angustia do corte de bolsas filantrópicas. Esses estudantes foram tratados de forma desrespeitosa, sem a menor consideração à suas difíceis realidades. Mais uma vez, o que prevaleceu foi à idéia de lucratividade. Na época, o que se compreendeu da situação foi: Ou você paga ou sai da escola. Como assim? No final a escola teve que trabalhar para reverter à situação e garantir que uma bomba não explodisse com a sua ilustre fama de boa moça... Teve que rever a situação das bolsas e garantir o ensino de muitos alunos com seus descontos garantidos. Mas, e a repercussão que isto causou nos acadêmicos? E o constrangimento causado e vivenciado por nossos colegas? Quer dizer que a pessoa inicia uma graduação em uma faculdade e simplesmente seu sonho é retirado sem causa plausível, sem um fundamento. Aliás, têm um fundamento e um culpado: O Capital!
É preciso ter um olhar crítico, ver além da aparência. Enxergar a essência deste movimento contraditório que é a guerra pelo lucro. O movimento de corte de bolsas não aconteceu de um dia para o outro, já está acontecendo de uns dois anos para cá e só vem enfatizar o pensamento perverso da acumulação de capital.
Nossa luta cotidiana agora esta pautada na necessidade de fortificar o Curso de Serviço Social da Emescam, bem como de Farmácia, Fisioterapia e Enfermagem, fazendo com que esta escola continue sendo um orgulho na Área da Saúde. Afinal, a saúde não é apenas a parte biológica do ser humano, também possui implicâncias no social e no psicológico dos envolvidos.
Para afirmar esta luta pautada na responsabilidade social, citamos a realização da III Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres de Vitória/Es ocorrida nos dias 05 e 06 de agosto nas dependências da Emescam, Conferencia esta que mobilizou inúmeras pessoas, da sociedade civil, dos órgãos gestores de políticas públicas, acadêmicos de diversos cursos e debatedores. Formou-se então um enorme aparato para a efetivação deste evento, culminando assim em uma maior visibilidade da Instituição na mídia. Será então que o Serviço Social pode sim contribuir para a força e nome desta escola?
O Sr. Broeto, em sua fala diz que existe uma estimativa de equilíbrio financeiro na relação EMESCAM/IRMANDADE para março de 2012, disse também, que a mesma exigiu um relatório com todos os gastos que os cursos da faculdade proporcionam, um cálculo difícil de ser feito, já que não se pode comparar os gastos existentes no Curso de Serviço Social com os gastos do Curso de Medicina por exemplo. O curso de Medicina utiliza vários espaços físicos da instituição e também possui uma maior lucratividade, porém o de Serviço Social, por mais baixa que seja a sua arrecadação, utiliza poucos espaços e não possui sequer laboratórios para a realização de suas aulas. (Seria então, difícil fazer este cálculo, que de qualquer forma terá que ser entregue até o dia 20 de setembro de 2011 à Irmandade)
Trabalhamos então com a hipótese de que todos os Projetos de Extensão ligados à comunidade serão simplesmente esvaziados nesta lógica de finalização do curso. Projeto estes, que estão diretamente ligados à sociedade, à comunidade. Será que o interesse social deixou de ser um valor, passando a ser um incomodo, um gasto a mais ou somente um desperdício?
Não vamos aceitar esta situação. Vamos todos lutar para que os cursos continuem a ser ministrados por esta Academia. Vamos lutar para que o capital não nos vença. Trabalhar para que a Escola de Ciências da Santa Casa de Misericórdia continue sendo o nosso espaço de estudo e construção de uma nova ordem societária. Pautada sempre no respeito com o próximo, com uma orientação diferenciada, negando o ensino de má qualidade, o ensino a distancia, o ensino simples e puramente vendido.
Voltamos a frisar o valor que consideramos mais digno da Emescam: Satisfação dos alunos, professores e funcionários. No entanto, não estamos satisfeitos com o ocorrido. Exigimos urgentemente a análise de toda situação que se criou na atmosférica acadêmica. Solicitamos uma resposta desta Irmandade, suas conclusões acerca do que será feito daqui por diante. Exigimos a garantia da abertura de turmas no semestre 2012/1 para os cursos de Serviço Social, Enfermagem e Farmácia, bem como a manutenção de toda a grade curricular e os professores garantidos em sala de aula ministrando suas matérias, não de forma corrida e sim com a qualidade de ensino que sempre existiu.
Não vamos permitir o fechamento do Curso de Serviço Social, tão pouco os outros cursos existentes nesta faculdade. Negamos o corte de bolsas de ensino, não permitiremos a diminuição do número de alunos. O Capital não pode se tornar ganhador desta disputa. Assim funciona nossa vida, assim diz o nosso Código de Ética:
“Defesa do aprofundamento da democracia, enquanto socialização da participação política e da riqueza socialmente produzida;” (DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS, Código de Ética dos Assistentes Sociais, 1993).

Referências:
Código de Ética dos Assistentes Sociais, 1993
http://www.emescam.br/site/

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Governo Dilma e o aumento da repressão aos movimentos sociais!!!

Acampamento do MST sofre ameaça de despejo e é abandonado pelo INCRA


MST - Setor de Comunicação - 10/08/2011

No dia de ontem, terça-feira (09-08), o acampamento do MST ao lado do Assentamento Milton Santos em Americana, que já conta com 500 famílias acampadas, recebeu a visita de uma oficial de justiça acompanhada da advogada da Usina Ester e escolta policial que entregou aos acampados a reintegração de posse. No documento está indicado um prazo de três dias para que as famílias saiam do local (até a próxima sexta-feira), sob ameaça de, que caso permaneçam, serão expulsas de forma coercitiva. Curiosamente, além da oficial de justiça chegar acompanhada da advogada da Usina, a oficial proclamou em frente aos acampados que costuma receber telefonemas dos advogados dos usineiros.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra denuncia através dessa ocupação a grilagem de terras públicas pela Usina Ester e reúne documentos que provam que essa área pertence ao INSS. Infelizmente, constatamos que o INCRA, órgão governamental que deveria estar a serviço da Reforma Agrária, também parece estar ao lado dos usineiros. A assessoria de imprensa do INCRA tem afirmado que a área não pertence ao INSS. Além disso, após 5 dias de ocupação e com uma ameaça de despejo nenhum técnico do INCRA apareceu na ocupação.

O que a grande mídia e os orgãos públicos não divulgam é que de acordo com o decreto  77.666/76 do governo militar (Geisel)  foram confiscadas pelo Estado as Fazendas Boa Vista, Saltinho, Arranchamento do Zezé e Sitio Jacutinga, totalizando uma área de cerca de 270 hectares. São portanto áreas públicas. Além disso, a Usina Ester utiliza sem qualquer documentação legal de propriedade uma área estimada em 750 hectares. Totaliza-se portanto 1.000 hectares de terras utilizadas ilegalmente pela Usina. Existem ainda outras áreas griladas pela Usina na região.

O MST exige que essas informações sobre essas áreas sejam investigadas pelo INCRA e pelo Poder Judiciário e não apenas proclamadas de forma irresponsável para a imprensa. Toda a documentação está sendo reunida pelos nossos advogados e será apresentado um recurso ao Tribunal de Justiça de modo a evitar a expulsão das famílias de uma área que deve ser destinada à população trabalhadora.

Na sexta-feira (12-08) às 9hs da manhã no acampamento haverá um Ato Político em defesa da Reforma Agrária e contra a Grilagem de Terras que contará com a presença do Professor da USP Ariovaldo Umbelino que é estudioso do tema. Todos e todas que apoiam essa luta estão convidados a participar desta atividade.

TERRA PARA QUEM NELA TRABALHA!

VIVA A REFORMA AGRÁRIA!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Marcha no Chile reúne 100 mil

Marcha no Chile reúne 100 mil manifestantes com registro de enfrentamentos

SANTIAGO DO CHILE, 9 AGO (ANSA) - Cerca de 100 mil chilenos saíram hoje às ruas da capital, Santiago, para uma marcha em defesa de uma educação pública e de qualidade na qual foram registrados alguns focos de enfrentamentos entre grupos de manifestantes encapuzados e policiais.

Veja fotos dos protestos estudantis no Chile

Foto 151 de 161 - 9.ago.2011 - Estudantes chilenos universitários e secundaristas protestam novamente nas ruas de Santiago por um sistema de educação gratuito. Professores e sindicalistas também participam da manifestação Martin Bernetti/AFP

O ato, autorizado pelo governo até às 15 horas (16h no horário de Brasília), teve início às 10h19 (11h19 no horário de Brasília) na Universidade do Chile e tem como destino o Parque Almagro.

Ao longo do trajeto, os moradores da capital do Chile foram lançando papeis picados, balões e saíram às portas de suas casas para bater panelas em manifestações de apoio à causa dos estudantes.

Outros setores sociais se juntaram ao ato, como a Confederação dos Trabalhadores do Cobre (CTC), a Agrupação Nacional de Empregados Fiscais (Anef), a Central Unitária de Trabalhadores (CUT), a Confederação Nacional de Funcionários da Saúde Municipalizada (Confusam) e o Sindicato Interempresas da Construção (Sintec).

Não houve registro de incidentes até cerca de 12h locais (13h no horário de Brasília), quando um grupo isolado de manifestantes encapuzados gerou distúrbios contra prédios públicos e privados em um calçadão no centro da capital.

Testemunhas denunciaram à imprensa que ao menos três dos encapuzados desceram de ônibus policiais antes de se juntarem à manifestação.

A polícia militar interveio e lançou jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo contra o grupo, que também foi repreendido pelos participantes da marcha central.

Segundo o prefeito de Santiago, Pablo Zalaquett, o grupo de jovens que teria causado os incidentes seriam cerca de apenas 200, frente às cerca de 60 mil pessoas que participam do ato estudantil, segundo calculam as autoridades.

Paraguai

Hoje, o Paraguai também testemunhou protestos em defesa da educação com uma marcha em Assunção que reuniu milhares de professores reivindicando melhores salários e mais recursos do Ministério da Educação para investimento em infra-estrutura das escolas e capacitação dos profissionais.

A manifestação foi convocada para as vésperas da aprovação do orçamento de 2012 pelo governo.

Atualmente, os docentes paraguaios nem recebem o salário mínimo vigente para os trabalhadores do setor privado, que é de pouco mais de US$ 340 por turno. A maior parte dos professores trabalha em dois turnos para complementar a renda.

Segundo a imprensa local, o ato de professores bloqueou ruas do centro da capital paraguaia e causou complicações no trânsito.

No Chile, estudantes preparam paralisação nacional


No Chile, estudantes preparam paralisação nacional

(3’58” / 918 Kb)  –  Após a forte repressão policial às manifestações estudantis que ocorreram na última semana, os estudantes chilenos estão preparando uma paralisação nacional, que irá contar com a adesão de outros segmentos sociais. A estimativa é de que pelo menos 100 mil pessoas estejam nas ruas de Santiago nesta terça-feira (09). Para falar sobre a mobilização, a estudante de psicologia da Universidade do Chile e integrante da Corrente estudantil Práxis, Valentina Olivares, concedeu a seguinte entrevista para à jornalista Luciana Silvestre Girelli.
Radioagência NP: Quais os objetivos da paralisação?
Valentina Olivares: Haverá uma jornada nacional de protestos pela educação, na qual não somente estudantes, mas professores, trabalhadores da educação em geral, funcionários públicos e os trabalhadores da construção civil estarão em marcha contra as forcas de repressão policial e contra o governo. Também convocamos uma paralisação produtiva de todos os trabalhadores do Chile, em 17 de agosto, para apoiar a luta dos estudantes. Haverá também uma paralisação nacional convocada pela CUT para os dias 24 e 25 deste mês.
Radioagência NP: Qual tem sido a resposta do governo às reivindicações estudantis?
VO: Há muita repressão policial e perseguição política nas ruas e nas escolas aos dirigentes de base. Também há uma tentativa de invibiazibilizar o que acontece nas regiões pelo bloqueio midiático. A resposta concreta exigida pelos estudantes na Confederação de Estudantes do Chile deveria ser dada na última quarta-feira (03), mas o governo continuou com a posição de levar a resolução da questão para o parlamento, onde a população não tem influência nenhuma. As propostas feitas pelo governo para serem levadas ao parlamento apenas aprofundam a contra reforma neoliberal da educação.
Radioagência NP: Quais as principais reivindicações dos estudantes?
VO: Educação gratuita e de qualidade em todos os níveis. No caso da educação secundaria, exigimos que os colégios voltem a ser mantidos pelo Estado, ou seja, queremos a desmunicipalizacao. Na educação superior queremos o aumento do financiamento público para as universidades, porque menos de 10% de recursos aplicados em educação superior são de origem pública.
Radioagência NP: Quais as perspectivas para o movimento?
VO: A perspectiva de luta é convocar todos os setores populares para as manifestações. Na semana passada, famílias saíram às ruas para defender a luta pela educação. Foram feitos protestos e barricadas. O fato demonstrou um apoio popular muito forte. A mobilização não vai diminuir até que alcancemos nossas demandas.
De São Paulo, da Radioagência NP, com informações de Luciana Silvestre Girelli,  Vivian Fernandes